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Consequências do abandono afetivo no âmbito familiar.

Sabemos que o cuidado que uma criança recebe durante a sua vida contribui para a formação de sua personalidade, de seu desenvolvimento psicológico e influencia diretamente no adulto que irá se tornar. Esse cuidado e afeto é esperado, inicialmente, que venha dos genitores (pais), já que a eles é assegurado o dever de oferecer todo o aparato necessário para um desenvolvimento saudável dos filhos.

A Constituição Federal em seu artigo 227 diz que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Vemos assim que o dispositivo atribui à família a responsabilidade primária de assegurar todas as formas possíveis que contribuam para a proteção da criança, do adolescente e do jovem. E quando falamos em família estamos nos referindo a genitores (pai e mãe), aos avós e demais membros familiares.

Fato é que quando uma criança não recebe esse cuidado, passando a ser abandonada, principalmente por um dos genitores, as consequências para o desenvolvimento de sua personalidade, para a qualidade de suas relações interpessoais futuras são inimagináveis.

O abandono afetivo que acontece, muitas vezes, em decorrência de uma separação, indubitavelmente, deixa traumas e marcas profundas na criança, adolescente ou jovem. As principais consequências que podemos elencar aqui são a ruptura das relações pessoais e da ligação de afeto, sofrimento, sensação de abandono e desprezo, que pode resultar em problemas comportamentais e extravasar às relações sociais e amorosas futuramente, podendo atingir inclusive os pais. Existem casos, senão a maioria deles, que esses traumas, esse sofrimento, são levados por toda a vida como se fosse um fardo pesado a ser carregado.

E aqui vale uma ressalva, quando é falado em abandono afetivo refere-se exatamente ao comportamento humano que configura a omissão de cuidado, na criação, educação, companhia, assistência moral, psíquica e social ao menor de idade.

Por fim, é dever moral e jurídico dos genitores (pais) zelar, ao passo que é direito fundamental de crianças e adolescentes viverem em um ambiente familiar saudável. E vale ressaltar que, quem pratica o abandono afetivo pode ser responsabilizado, podendo ter que indenizar a vítima.

 


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